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Este site não é orientação médica e não substitui diagnóstico, acompanhamento ou tratamento. Se você tem ou suspeita ter alguma doença, procure um médico e siga o tratamento indicado.

O contexto

Epigenética

Um novo paradigma além dos genes

A Ciência foi construída com base na Mecânica Newtoniana, segundo a qual o Universo se divide em dois planos – matéria e energia –, que não interagem.

Essa concepção foi abalada pelo surgimento da Física Quântica em 1927. Segundo essa nova ciência, não há dois planos como preconiza a Mecânica Newtoniana, mas apenas um – tudo no Universo é energia, e tudo está interconectado. Num mundo baseado em energia, não há separação, porque energia não tem fronteira.

A Física Quântica criou o conceito de “campo”: forças invisíveis em movimento que influenciam o mundo físico ou, em outras palavras, a energia que nos rodeia. “A energia é invisível e tem força...Mas o universo da energia é difícil para nós detectarmos, porque não conseguimos ver a energia.”, explica o biólogo norte-americano Bruce H. Lipton, doutor em Biologia Celular do Desenvolvimento. Seus estudos pioneiros sobre a membrana celular foram precursores de uma nova ciência, a Epigenética, da qual se tornou fundador e um dos seus maiores especialistas.

“Epi significa ‘acima’. O que está acima do gene que controla uma característica genética? A consciência.”, ensina o dr. Lipton.

Em 1967, ele pesquisava células embrionárias, que podem se tornar qualquer coisa: músculo, pele, osso, nervo. Ele clonava células geneticamente idênticas e as colocava em ambientes (culturas) diferentes. Esse experimento mostrou que o destino da célula não era controlado pelos genes, que eram idênticos, mas pela química das diferentes culturas ou, em outras palavras, pelos sinais do ambiente. “Pesquisas com células-tronco mostraram que a química do meio de cultura determina os genes. Os genes não controlam a si mesmos, eles respondem a sinais do ambiente.... Isso é Epigenética. Os genes não ligam nem desligam sozinhos. É o sinal do ambiente que liga ou desliga os genes. Se você muda o ambiente, você muda o destino das células.”, explica dr. Lipton.

Desde que se estabeleceu oficialmente em 1990, a Epigenética estremeceu duas crenças: a de que a causa de certas doenças reside em genes defeituosos, e a de que o material genético funciona como um programa rígido e imutável, como se fosse uma sentença.

Graças à Epigenética, pesquisadores das áreas da Genética, Psicologia, Neurociência e Imunologia começaram a contar uma história diferente: os genes inclinam, mas não determinam. Eles são importantes, mas o contexto em que eles operam influencia profundamente o funcionamento do corpo.

A forma de se alimentar, exercitar, dormir, se relacionar e reagir a estresse pode influenciar a ativação e a desativação de certos genes durante a vida. Não se pode controlar tudo, mas pode se influenciar a saúde muito mais do que se imagina.

Sobre a palavra e sobre a física

Em epigenética, o prefixo epi se refere a marcas químicas sobre o DNA, como grupos metila, que regulam a leitura dos genes. Não se refere à consciência: essa é uma extensão do autor, não o sentido do termo na área.

A Física Quântica também é real e descreve o comportamento da matéria em escala subatômica. O que ela não faz é sustentar conclusões sobre saúde, emoção ou intenção. A ponte entre uma coisa e outra é do autor, e vale o leitor saber onde ela começa.

Algumas ideias importantes da Epigenética

A seguir, algumas ideias importantes da Epigenética.

Vítima da hereditariedade X Criador do próprio destino

O ponto profundo dessa história é isto: se os genes controlam a sua vida, você não escolheu os genes, e você não pode mudá-los. Depois, dizem que os genes ligam e desligam sozinhos. Por definição, você se torna uma vítima dos genes que herdou na concepção.

O que há de tão importante nisso? A resposta é simples: posso mudar o ambiente, posso mudar a consciência e, portanto, posso mudar minha atividade genética, o que significa que não sou uma vítima dos meus genes, mas um mestre da Genética.

Apenas 1% das doenças tem a ver com o nosso programa genético. Mais de 90% da atividade do gene é controlada pelo ambiente. Isso nos dá poder. As nossas experiências de vida determinam como esses genes são expressos.

Sobre esses números

Os percentuais de 1% e 90% são do autor e não têm fonte indicada. A contribuição genética varia muito conforme a doença: em algumas é praticamente determinante, como na fibrose cística ou na doença de Huntington; em outras é pequena diante do ambiente. Não existe um número único que valha para todas.

Remédios físicos X Energia

Na Física Newtoniana, uma máquina física só pode ser afetada por sinais físicos, então um corpo responde a sinais químicos. É por isso que, quando você vai ao médico, recebe uma receita de fármacos para ajustar sua biologia se não estiver bem.

A visão de que todos os sinais devem ser químicos ou fármacos para ajustar nossas proteínas é uma visão do materialismo científico.

Mas essa visão do mundo mudou porque, na Física Quântica, entendemos que não há nada de matéria, é tudo energia. O corpo é feito de energia, até mesmo os fármacos representam energia.

Então a energia que controla a sua biologia pode ser uma expressão de algo que parece físico, como um fármaco, ou pode ter uma energia vibracional no campo (de energia ao seu redor) que faça a mesma coisa. Pode ter um sinal físico ou não físico, mas tudo é energia.

Remédio físico X sinais energéticos

Em Biologia, o que reconhecemos agora é que as células podem responder a sinais químicos e a sinais de energia. Da mesma forma? Não.

Na Física, entendemos que sinais de energia são muito mais eficazes do que sinais químicos para ajustar nossa biologia.

Físicos revelam que as assinaturas vibracionais são mais poderosas em afetar a matéria que fármacos. Pode-se tomar um medicamento por causa de uma questão vibracional que não está em harmonia, e isso pode alterar a saúde. Mas, em vez de receber o fármaco químico, você pode receber uma energia vibracional que entra no corpo e que vai aumentar a vitalidade, porque a fonte vibracional – seja uma voz, seja um dispositivo que faz essa vibração – está em harmonia com as células. Boas vibrações tornam-se saudáveis.

Um sinal químico é tão eficaz como um sinal vibracional? Eis o ponto: assinaturas vibracionais são 100 vezes mais eficientes no controle da matéria do que os sinais químicos. Os fármacos não são tão poderosos como a energia vibracional no controle da vida.

O significado é este: em sobrevivência, a célula vai escolher o sinal ao qual pode responder de maneira mais rápida, porque a sobrevivência é baseada nisso.

Esta passagem precisa vir com uma advertência clara. Ela diz, na prática, que energia vibracional pode substituir medicamento, e o número de 100 vezes não vem de nenhum estudo.

No momento não existe tratamento por assinatura vibracional com eficácia demonstrada. Substituir um medicamento por qualquer coisa desse tipo é perigoso, e em condições como diabetes, epilepsia, hipertensão grave, infecção ou transtorno psiquiátrico pode ser fatal em pouco tempo.

A passagem está reproduzida porque faz parte do material que originou este capítulo, e omiti-la seria esconder algo de você. Mas nada aqui deve ser lido como motivo para interromper um remédio. Essa decisão é do seu médico, junto com você.

Hereditariedade e ambiente

O DNA é uma sequência de genes, é um modelo. Os genes que possuímos são nosso modelo.

Os sinais do ambiente podem modificar o DNA. Como ajustamos as experiências de vida? Não se muda o gene, que é um modelo, mas pode-se mudar a leitura do gene.

Pode-se transformar um gene saudável em doentio a depender do modo como se responde aos sinais do ambiente. Não se mudou o padrão/modelo original do gene, mas a leitura (interpretação) do gene.

Se você veio com um gene defeituoso e ajusta sua biologia por meio do controle epigenético, pode fazer com que ele seja lido de forma saudável.

Seus genes dão sua estrutura básica, mas sua biologia epigenética pode alterar a leitura desses genes. A primazia é do ambiente, e não mais do DNA.

A Epigenética não muda o gene, ela muda a leitura do gene. É como se fossem botões de um controle remoto. Pode-se mexer nos controles e mudar a leitura (e a forma de atuação do gene). Por meio da Epigenética, posso ter um modelo de gene e, ao cortar e colar diferentes sequências do gene, posso criar mais de 3 mil proteínas diferentes do mesmo modelo.

Os genes não ligam nem desligam sozinhos. É o sinal do ambiente que liga/desliga os genes. Você muda o ambiente, muda a expressão da célula.

Como mudar a atividade genética

Mudanças de estilo de vida. O estilo de vida é que controla os genes. Mude seu estilo de vida, e os genes vão mudar. Meditação, alimentação, exercício físico... Não precisa mudar genes com fármacos. Você precisa mudar a consciência em resposta ao ambiente e enviar (para as células) sinais diferentes, o que altera a leitura e a atuação dos genes. As características da sua vida é que mudam a atividade genética com que você nasceu.

Crença, química e genética

O trabalho do cérebro é ler os sinais ambientais e retransmitir essa leitura para as células.

O cérebro capta a percepção do que acontece na realidade externa, mas é a mente que interpreta essa percepção e libera química.

A mente recebe a informação do ambiente captada pelo cérebro; interpreta essas informações; e diz para o cérebro qual química liberar no sangue e no sistema nervoso. Essa informação é transmitida para as células, para elas controlarem seu comportamento e atividade. É a interpretação dos sinais do ambiente (pela mente) que controla quem somos.

Se meus pensamentos estão em harmonia com a vida, minha biologia está em harmonia com a vida. Se meus pensamentos estão incorretos, minha biologia não está em harmonia com o mundo que me rodeia.

A interpretação (da mente) baseia-se em nossas crenças, que, às vezes, são interpretações corretas do ambiente e, em outros momentos, são interpretações incorretas do ambiente. As crenças tornam-se um dos principais fatores que controlam a interpretação dos sinais do ambiente e a química no sangue. A crença determina a característica da célula.

Qualquer imagem que você tenha na mente, o cérebro e a mente interpretam essa imagem e a traduzem em química complementar, que vai para a corrente sanguínea e controla o comportamento e a genética.

O que você percebe – aquilo em que acredita – controla a química do seu sangue. A crença controla a química do corpo, a química do corpo determina a atividade genética e o comportamento. Sua crença controla sua biologia independentemente da sua realidade.

A epigenética do feto

O sangue da mãe provê nutrição para o bebê e também fornece informações que podem manipular a genética do feto no processo chamado Epigenética.

De certa forma, a mãe é uma engenheira genética. Sua atitude, crenças e entendimento da vida são traduzidos em química, que controla sua biologia. O sangue da mãe é enviado para o útero e alimenta o feto. Se a mãe está em estado de choque ou ameaça, o feto também está. O feto sabe por quê? Não, ele só conhece a química do medo. Se a mãe está feliz e amorosa, a maravilhosa química do amor – a dopamina, a ocitocina –, tudo isso também vai para o útero. O feto só conhece a experiência do que é o amor como química, não sabe os detalhes.

Se o padrão da mãe se repete, o feto aprende o padrão. Se a mãe tem certo comportamento, o feto terá o mesmo padrão de comportamento. A mãe ajusta epigeneticamente o destino do filho mesmo antes de o bebê nascer.

Há também a parte do pai na relação do casal. Os pais, coletivamente, são engenheiros genéticos. Por meio da Epigenética, afetam o destino do filho durante seu desenvolvimento.

A química e o padrão de repetição são aprendidos pelo feto, e esse comportamento é impresso no cérebro do feto em desenvolvimento. Começamos a ser programados antes de nascermos.

Crédito: Bruce H. Lipton, Ph.D. Seminário digital “Evolução Consciente”, disponibilizado no Brasil pela plataforma Younity em 2024, com autorização do palestrante. Alguns trechos foram editados.2 Mais sobre o trabalho do autor em brucelipton.com.

A Epigenética e a Nova Medicina Germânica

O DNA também abriga informações genéticas de nossos antepassados. “Na periferia do gene, trazemos todas as memórias dos ancestrais...O sintoma pode não estar ligado à vida atual do paciente, mas a uma história mais antiga (de um antepassado)...Na prática clínica, há padrões hereditários.”, ensina o mentor do Curso DES – Diagnóstico Emocional dos Sintomas, Ivan Bonaldo.

As informações hereditárias estão ocultas por um invólucro na periferia do gene e podem ser liberadas quando a pessoa passa por uma situação análoga à de seu antepassado. Um estresse específico pode reativar uma herança familiar.

Nesse caso, a informação que até então estava escondida no invólucro que protege o DNA é liberada e começa a ser “lida” pelo corpo, como meio de defesa, para evitar que a pessoa sofra o mesmo que seu ancestral. Esse “código de proteção” encoberto na periferia do gene resulta de um conflito não resolvido do clã. “São fantasmas do transgeracional que estão na herança familiar... Quando vivo uma situação emocional, esse segredo aflora sob a forma de sintoma... Eu acredito que tenho livre arbítrio, mas não tenho, ajo como meus ancestrais.”, explica o professor Ivan.

É assim que segredos familiares – situações conflituosas não resolvidas pelo clã – são transmitidos para as gerações sucessivas na tentativa do organismo de reparar conflitos hereditários e resolver um problema familiar.

Quando o corpo permanece nessa leitura por bastante tempo, a disfunção corporal pode ser muito grande, pois conflitos prolongados podem alterar o material genético.

Da mesma forma, caso o paciente não consiga resolver sua situação conflituosa atual, a questão será transmitida, via DNA, para as gerações futuras, até que seja solucionada.

Conforme explica o professor Ivan, “O objetivo é que a gente possa entender que aquilo foi necessário, mas hoje eu não preciso ter medo de faltar dinheiro como meu pai, eu não preciso ter uma ansiedade como a minha mãe... Então eu não preciso trazer aquela mesma percepção que meus ancestrais como meio de defesa. Talvez eu possa lidar de forma diferente, para contornar os obstáculos do dia a dia e ter uma qualidade de vida melhor.”

Uma observação necessária

A epigenética é um campo científico estabelecido, com literatura própria e reconhecimento acadêmico. Ela não valida a Nova Medicina Germânica, e não foi formulada em relação a ela. O seminário citado acima, que é a fonte deste capítulo, não faz nenhuma referência à Nova Medicina.

Este capítulo está aqui porque a relação entre ambiente, experiência e funcionamento do corpo é um assunto que interessa a quem se interessa pelo tema deste site. Não porque uma coisa comprove a outra.

Notas

  1. O seminário digital “Evolução Consciente” foi disponibilizado no Brasil em julho de 2024 pela Younity, plataforma europeia de desenvolvimento pessoal. O seminário não faz referência à Nova Medicina Germânica. ↩