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Este site não é orientação médica e não substitui diagnóstico, acompanhamento ou tratamento. Se você tem ou suspeita ter alguma doença, procure um médico e siga o tratamento indicado.

O contexto

Um tema delicado

Não dá para apresentar a Nova Medicina Germânica sem contar a história de quem a criou, e essa história tem partes duras.

Uma vida difícil

Dr. Hamer não teve uma vida fácil. A perda do filho Dirk – que nem a Medicina pôde salvar; a morte da esposa sete anos após o falecimento do filho, do qual ela nunca se recuperou; a perda da licença médica por “não abdicar da Lei Férrea do Câncer e por não se converter à Medicina Convencional”; a incansável luta na Justiça, liderada por sua filha Birgit, para condenar o nobre italiano que matou seu filho Dirk; as ameaças de internação compulsória em institutos psiquiátricos devido à “perda de contato com a realidade”; as duas vezes em que foi preso por questões relacionadas à Nova Medicina; os processos judiciais que sofreu por parte de parentes de doentes oncológicos que faleceram ao serem tratados sem quimioterapia por dr. Hamer; o constante assédio pela mídia internacional; a difamação e a perseguição sofrida por grupos dominantes contrários à NMG; a falta de aceitação de suas descobertas pela comunidade médica; a espera de 17 anos para que uma instituição acadêmica (Universidade de Trnava, na Eslováquia) comprovasse cientificamente as Leis Biológicas; e três tentativas de assassinato.

Sobre um item desta lista

A comprovação atribuída à Universidade de Trnava não se confirma nos registros disponíveis. A instituição rejeitou formalmente a tese de habilitação apresentada por dr. Hamer em 1999, não há registro dos documentos de confirmação, e a universidade não tem faculdade de medicina.1

A versão preservada por seus amigos

Nesse cenário adverso, a Editora Amici di Dirk, formada por amigos do dr. Hamer, criou um website para preservar a Germânica Heilkunde e o legado do médico alemão. O conteúdo está disponível em 10 línguas, inclusive Inglês, no endereço https://en.germanische-heilkunde-dr-hamer.com/.

Além de textos sobre a vida de dr. Hamer e sobre a Germânica Heilkunde, alguns dos quais escritos pelo próprio médico alemão, aquele website apresenta uma outra versão dos fatos sobre a Nova Medicina noticiados pela imprensa mundial.

Há menção, por exemplo, a um fato ocorrido em 4/8/1995. Nesse dia, o Center for New Medicine (Centro para a Nova Medicina) em Burgau, na Áustria, recebeu um mandado de prisão contra dr. Hamer, e todos os arquivos de computadores no local foram confiscados. A intenção era processar o médico alemão por homicídio culposo involuntário (sem intenção de matar) com base nos dados dos 6.500 pacientes que frequentaram a instituição de 1990 a 1995, muitos dos quais com câncer em estado avançado. Entretanto, o escritório do Promotor Público de Viena foi forçado a admitir que, mesmo após 4 ou 5 anos de tratamento com a Germânica Heilkunde, 6 mil doentes ainda estavam vivos.

Esse índice de sobrevida contrastava sobremaneira com as estatísticas oficiais da época, como as do German Cancer Research Center (Centro Alemão de Pesquisa do Câncer) em Heidelberg (Alemanha), segundo as quais muito poucos pacientes tratados com quimioterapia sobreviviam após 5 anos.

Sobre esses dois números

Os seis mil sobreviventes vêm da editora mantida por amigos do dr. Hamer e não têm verificação independente. Não se sabe quem eram esses pacientes, que diagnósticos tinham, nem quantos faziam tratamento convencional em paralelo.

Sobre a comparação: na Alemanha dos anos 90, a sobrevida em cinco anos para o conjunto dos cânceres já era da ordem de metade dos casos, e não dos “muito poucos” sugeridos acima. Esse número consta de registro de câncer publicado.

Dois casos

Os processos movidos por famílias de pacientes não são abstratos. Dois casos são bem documentados e vale conhecê-los.

Olivia Pilhar, Áustria, 1995

Menina austríaca de seis anos, diagnosticada com tumor de Wilms, um câncer infantil de alta taxa de cura. Os pais, após consultarem dr. Hamer, recusaram o tratamento convencional. O tumor cresceu até cerca de quatro quilos.

Só depois de intervenção judicial, com envolvimento até do presidente austríaco, a criança recebeu cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Ela sobreviveu. Suas chances, que eram de cerca de 90% no diagnóstico, tinham caído para perto de 10% quando o tratamento começou. Os pais receberam pena suspensa de oito meses.2

Michaela Jakubczyk-Eckert, Alemanha

Diagnosticada com câncer de mama em estágio III, ela respondia bem à quimioterapia quando conheceu a abordagem e interrompeu o tratamento. A doença voltou de forma agressiva. Ela morreu em 2005, após um período descrito por quem acompanhou como de grande sofrimento.3

Estes dois casos não estão aqui para condenar ninguém, e sim porque são exemplos concretos do que pode ser a consequência dessa ideia. Uma criança quase morreu de um câncer com 90% de chance de cura. Uma mulher que estava respondendo ao tratamento parou, e morreu.

Uma reflexão, e o fim da história

Diante de uma vida pontilhada de desafios, talvez caiba esta reflexão do professor Ivan: “Ele pode ter agido com amor àquele conhecimento novo que ele estava trazendo, com amor a seu filho diante do assassinato, talvez ele possa ter agido de maneira a ter gerado alguns desacordos com a Medicina, com a Justiça naquela época, porque ele não conseguia provar suas verdades e seus pontos de vista. Para uma pessoa que não consegue provar suas verdades nem seus pontos de vista, isso pode gerar algumas frustrações, fragilizações e até comportamentos inadequados. Não podemos deixar de pontuar que dr. Hamer também era ser humano, e seres humanos também erram. Mas, além disso, temos um ser humano que teve a capacidade de captar informações que ajudaram a entender algo que, até então, talvez não fosse entendido tão a fundo, que é a origem emocional dos sintomas e das disfunções. Por isso, a gente não pode tirar o mérito do dr. Hamer por suas descobertas, que foram maravilhosas e puderam fazer com que a gente pudesse conhecer um pouco mais sobre as Leis Biológicas e como as emoções interferem diretamente no físico, nosso e dos nossos pacientes... (Talvez possamos) acolher ele como um ser humano que, na sua experiência de vida, também passou por percalços, dificuldades e erros, como qualquer outra pessoa.”

Em 2007, dr. Hamer exilou-se na Noruega, onde continuou a escrever sobre suas pesquisas e a revisar seus livros publicados. Em 2016 – 38 anos após o tiro que matou o jovem Dirk Hamer –, o príncipe de Savoia foi preso e condenado. Cerca de seis meses depois, em 2 de julho de 2017, dr. Hamer faleceu em Sandefjord, na Noruega.

Notas

  1. Sobre a Universidade de Trnava, ver o verbete Ryke Geerd Hamer na Wikipédia em inglês e as referências ali citadas. ↩
  2. Caso Olivia Pilhar, Áustria, 1995. A criança sobreviveu após decisão judicial que determinou o tratamento convencional. Amplamente noticiado pela imprensa austríaca à época. ↩
  3. Caso Michaela Jakubczyk-Eckert, falecida em 2005 após interromper quimioterapia à qual vinha respondendo. ↩